"UMA MENTE EXPANDIDA PELO CONHECIMENTO JAMAIS RETORNA AO SEU TAMANHO ORIGINAL"

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

CONSPIRAÇÃO KENNEDY




Muito já foi escrito e falado sobre o famoso assassinato de JFK, sendo que na época sua morte interessava há diversos grupos, entre eles sociedades secretas, CIA, comunistas, castristas, anticastristas, indústria bélica e máfia.








27 de Abril de 1961


22 de novembro de 1963 - O presidente John F. Kennedy foi assassinado em Dallas, Texas.



Duas investigações oficiais concluíram que Lee Harvey Oswald, um empregado do armazém Texas School Book Depository na Praça Dealey, foi o assassino. Uma delas concluiu que Oswald atuou sozinho e outra sugeriu que atuou com pelo menos um cúmplice. 

Fato pouco divulgado é que num efeito dominó ocorreram diversas mortes co-relacionadas com o assassinato do então presidente estadunidense:

O investigador Buddy Walther afirmou que havia encontrado um cartucho calibre 45 perto do local onde Kennedy fora atingido. Walther entregou a cápsula a um agente do FBI que, curiosamente, nunca a mencionou no relatório policial. Buddy Walther repetiu insistentemente essa história até que recebeu uma bala perdida ao participar de uma blitz corriqueira. Morreu na hora.
Buddy Walther
O vendedor de carros Albert Guy Bogard contou que, alguns dias antes do assassinato de Kennedy, um homem que se dizia chamar Lee Harvey Oswald foi até sua loja, disse que iria matar o presidente e saiu dirigindo feito um maluco. Como Oswald não sabia dirigir, ou Bogard era mentiroso ou alguém havia plantado evidências para incriminar Oswald. Não deu pra descobrir. Pouco depois de contar essa história, Bogard foi encontrado morto num cemitério da Louisiana. Causa da morte: suicídio.

Lee Harvey Oswald, o culpado oficial, foi assassinado por Jack Ruby quando estava sendo transferido para a prisão de Dallas. O crime aconteceu em frente às câmeras de TV, na garagem da delegacia de polícia, onde Ruby entrou armado e sem ser incomodado.

Lee Oswald é baleado por Jack Ruby 
Jack Ruby, dono da boate de strip-tease Carousel Club, disse que assassinara Oswald para vingar Kennedy. Ruby morreu de câncer no pulmão quando ainda estava preso. Ele dizia que células cancerosas haviam sido implantadas no seu corpo. 
Jack Ruby 
Um certo Lee Bowers Jr., que estava assistindo ao desfile presidencial, afirmou ter visto dois homens armados atrás de uma cerca, que saíram apressadamente logo depois do disparo fatal. A famosa Comissão Warren, que investigou o assassinato, não deu atenção a Bowers que, no entanto, continuou repetindo a história para a Imprensa - até que seu carro bateu no pilar de uma ponte em 1966. Bowers morreu na hora. Ninguém conseguiu explicar a razão do acidente, já que não havia outro veículo envolvido e nenhuma curva perigosa por perto. 

O tenente William Pitzer fez as fotos da necrópsia do presidente. Quando as imagens foram liberadas para a imprensa, Pitzer saiu dizendo que elas tinham sido adulteradas. Segundo ele, a bala atingira a cabeça de Kennedy por trás, e não pela frente, como as fotos agora mostravam. William Pitzer foi encontrado morto com uma bala na cabeça e uma pistola 45 na mão direita, só que ele era canhoto. 

O deputado Hale Boggs, da Louisiana, membro da Comissão Warren, discordou publicamente da conclusão de que Oswald agira sozinho. Pouco depois, Boggs denunciou que estava sendo chantageado pelo FBI para mudar de opinião. E aí seu avião desapareceu misteriosamente no Alasca durante uma viagem. Nenhum sobrevivente foi encontrado. 

O russo anticomunista George Dewohreischildt, que fizera vários trabalhinhos para a CIA e era amigo pessoal de Oswald, declarou que o suposto assassino era inocente e que havia uma conspiração encobrindo verdade. Pouco antes de depor ao promotor Jim Garrison, que transformou o caso Kennedy numa cruzada pessoal, Dewohreischildt resolveu se matar com um tiro de espingarda: enfiou o cano na boca e puxou o gatilho com o pé. Estourou a cabeça. 

O agente da CIA Gary Underhill também caiu na besteira de sair dizendo que alguns colegas seus estavam envolvidos no assassinato de JFK. Foi encontrado com uma bala na cabeça e uma automática na mão esquerda. Ele era destro. 

Marilyn Moon, ou “Delilah”, striper do clube de Jack Ruby, anunciou, em 1966, que estava escrevendo um livro no qual contaria toda a verdade sobre JFK. Foi assassinada a tiros no seu próprio apartamento. 

O militar reformado David Ferrie é apontado como o elo perdido entre Jack Ruby, Lee Harvey Oswald, anticastristas e a CIA. Patrocinado pela CIA, Ferrie organizou campos de treinamento para os cubanos exilados que pretendiam invadir Cuba e depor Fidel Castro na fracassada operação Baía dos Porcos. Ele era amigo de Ruby. E tinha servido como capitão na Civil Air Patrol de Nova Orleans, na qual Oswald era cadete. Infelizmente antes que pudesse explicar essas ligações perigosas, ele foi encontrado morto. Causa da morte: hemorragia cerebral. 


Várias pessoas relacionadas a Ferrie também começaram a morrer assim que o promotor Jim Garrison se interessava por elas. Aladio Del Valle, um anticastrista treinado por Ferrie, foi assassinado em Miami com golpes de facão. Clyde Johnson, que afirmava conhecer a ligação Ruby-Oswald-ClA-anticastristas, foi assassinado a tiros.

A conspiração ficou mais que evidente, sendo que os disparos vieram da rua, acertando o presidente pela frente, ou entre os arbustos ou da "boca de lobo" e também do alto do prédio o tiro fatal na cabeça. Só quem planejou que permanece um mistério, pois, JFK iria retirar as tropas do Vietnã, com sua morte seu sucessor, Lyndon Johnson, aconteceu exatamente o contrário, foi intensificada a presença estadunidense, mandando milhares de soldados à guerra.


Reparem na escolta presidencial, sempre andam junto a Limusine, entretanto há poucos metros recuam, e conversam entre si.



REPAREM NO POSICIONAMENTO DA ESCOLTA

Um possível motivo também é que JFK era muito popular, facilmente iria se reeleger, e seus parentes também compartilhavam de muito carisma, tanto que em 6 de junho de 1968 - Robert F. Kennedy é assassinado por Sirhan Sirhan em Los Angeles no dia em que venceu a primária democrata da Califórnia na corrida presidencial.
Os Kennedy's ficariam mais de 20 anos alternando mandatos, perpetuando se no poder, fato que incomodaria muita gente, grupos interessados no poder e nesse bojo entram os grupos supracitados.


Também merece destaque que as ditaduras sul-americanas se iniciam ou se consolidam a partir do homicídio de JFK, seria mera coincidência? 



FONTES:
Aran, Edson, Conspirações, Tudo o que Não Querem que Você Saiba Ed. Geração, 2a. edição, 2003.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Maldi%C3%A7%C3%A3o_Kennedy

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO - BRASIL (OPERAÇÃO CONDOR)

Aqui vai uma tenebrosa história do passado recente de nosso país, período que poderia muito bem nunca ter acontecido, pois não faria a menor falta, trata-se da Ditadura Militar, advinda de um golpe meticulosamente articulado por estadunidenses que usaram os "espertos" militares brasileiros para tal propósito.



 Nesses artigos sobre teorias da conspiração, vamos abordar e uma aliança político-militar criada para reprimir a resistência aos regimes ditatoriais instalados nos seis países do Cone Sul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia), codinome "Operação Condor".

O nome do acordo era uma alusão ao condor, ave típica dos Andes e símbolo do Chile. Trata-se de uma ave extremamente sagaz na caça às suas presas. Foi justamente o Chile, sob os auspícios do governo de Augusto Pinochet, quem assumiu a dianteira da operação.
Até hoje, uma das maiores controvérsias da Operação Condor em relação ao Brasil é a morte dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, e do ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda.


Vamos ao contexto histórico:

 As décadas de 1950 e 1960 são marcadas pela radicalização da "guerra fria", e mais especialmente na da América Latina após a Revolução Cubana.

No Brasil, com a morte de Getúlio Vargas em 1954, a luta pelo poder tornava-se mais delicada, quando  Café Filho (vice) e depois Carlos Luz (presidente da Câmara) tentaram impedir a posse dos candidatos eleitos, Juscelino e Jango, alegando que lhes faltava maioria absoluta (50% do total de votos mais um). A UDN liderando os anti-getulistas não se conformava com a vitória dos candidatos da aliança PSD-PTB.


JK assumiu a presidência nesse contexto de instabilidade e mesmo assim, teve o mérito de ser o presidente que pela primeira vez mostrava um programa de governo completo, com metas e cronogramas estabelecidos. 


Na sucessão de JK assume Jânio Quadros, entretanto após 8 meses renunciou à presidência alegando "forças terríveis", teorias afirmam que militares o forçaram a renunciar, entretanto há outra teoria na qual Jânio vinha tomando medidas impopulares como proibição biquini na praia e também do lança perfume, alegam que após cheirar um, o vidro estorou em sua face, causando aquele "olho caído".
Jânio acenava com a esquerda, condecorou Guevara no Congresso para fúria dos conservadores e estadunidenses
 

Assume João Goulart, o Jango, que vinha tomando medidas que indicavam uma aproximação com o socialismo, era um governo voltado para reformas de base.
                           

Nesse contexto, representantes das Três Armas, com apoio de considerados setores da burguesia nacional e da Igreja Católica, combatem abertamente o governo e no dia 1º de Abril de 1964 vem o golpe.

 
  Os anos 70 são considerados os "anos de chumbo" para a América Latina, marcados por golpes militares, que inauguraram ditaduras assassinas em quase todo continente sulamericano.

No Brasil, onde os militares já estavam no poder desde 1964, a ditadura ganhou força com a publicação do Ato Institucional n0 5 em dezembro de 1968. Em outubro de 1975, o jornalista Wladimir Herzog, militante do Partido Comunista Brasileiro, é torturado e assassinado numa cela do DOI-Codi em São Paulo. 




"Suicídio" de Wladimir Herzog

Em 1976, de 21 países da América Latina, 14 tinham governos militares. 2/3 da população viviam sob truculentas ditaduras militares.

A Operação Condor teve também como objetivo facilitar ainda mais as ações criminosas dos Estados Unidos através da CIA. Quantias fabulosas foram enviadas para promover, sustentar o terrorismo de Estado em toda a América Latina, vide atentado a bomba Rio-Centro.

Não foi por acaso que Pinochet e outros ditadores enriqueceram rapidamente. Pinochet, que ocupou ilegalmente o poder por l7 anos, foi detentor de 125 contas bancárias em valores que ultrapassavam 13 milhões de dólares.
Até nos Estados Unidos, país que foi o principal responsável pelos golpes de Estado no Brasil, Uruguai, Chile, Argentina e pela sustentação por décadas do ditador Alfredo Strossner no Paraguai, a Operação Condor deixou sua marca -o assassinato do ex-Ministro das Relações Exteriores do Chile, Orlando Letelier e sua secretária na capital Washington.



Outra função da Operação Condor era neutralizar os grupos armados de esqueda, Tupamarus, Montoneros, Mir, MR8, Colina e VAR- Palmares, esses três últimos no Brasil.

MR8 - Extraditados após o sequestro do Emb.Estadunidense, Filme O que é isso companheiro


Membro do VAR Palmares, guerrilheira Dilma Rousseff
Em consequência da Operação Condor e do aumento da repressão interna na região sul do continente, milhares de argentinos, chilenos, brasileiros, uruguaios e paraguaios foram cruelmente torturados e assassinados e milhares estão desaparecidos.

JK

Quinze dias antes correra o boato da sua morte. Uma equipe de reportagem foi até a fazenda do ex-Presidente, que os recebeu com um largo sorriso - "Agora sou eu?"

Juscelino Kubitschek faleceu após um acidente de carro, em seu Opala , em 22 de agosto de 1976, na rodovia Presidente Dutra, o carro desgovernou, cruzou a pista de sentido contrário e bateu de frente com uma carreta Scania. JK e seu motorista, Geraldo Ribeiro tiveram morte instantânea. Segundo a perícia, o acidente aconteceu porque um ônibus da Viação Cometa teria encostado na traseira do Opala.
Carro de JK


Nos dois laudos do acidente, os peritos não incluíram alguns detalhes como fotos dos corpos de JK e do motorista “por recomendação de ordem superior”. Também a polícia ouviu apenas nove dos 33 passageiros do ônibus.

Existem três explicações plausíveis: ter sido baleado por um atirador de elite próximo ao local; o carro foi alvo de sabotagem; uma bomba que explodiu o carro.
O mais intrigante nos episódios mal explicados de JK foi que duas semanas antes do acidente, vários veículos de comunicação receberam a notícia de morte do então presidente, inclusive numa batida de carro em outra estrada ligava Luziânia - onde ficava sua fazenda – a Brasília. 

Até hoje, uma das maiores controvérsias da Operação Condor em relação ao Brasil é a morte dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, e do ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda. Embora não existam provas que atestem o envolvimento do governo brasileiro na morte dos três políticos, os familiares de JK e Jango freqüentemente acusaram a participação da ditadura na morte dos ex-presidentes.


JANGO

Jasson de Oliveira Andrade, depois do golpe militar, ele exilou-se no Uruguai e depois na Argentina, onde morreu a 6 de dezembro de 1976, três meses depois de JK. O motivo da morte dele é suspeita: infarto ou assassinato? 
Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, cunhado de Jango, coloca em dúvida a causa. Em entrevista à Folha, em 28/8/1982, admitiu como “suspeita” a morte de João Goulart, por causa das recentes denúncias de que o ex-presidente teria sido assassinado, na cidade argentina de Mercedes, onde passara a residir, por ingestão de remédios para cardíacos criminosamente trocados.


 CARLOS LACERDA

Um dia, em 1977, Carlos Lacerda não se sentiu bem, foi para a Clínica São Vicente. Depois de muitos exames, os médicos concluíram: "Nada de grave, apenas um desequilíbrio no coração, passageiro". Pediram para dormir aquela noite no hospital, é sempre mais tranqüilo e com mais recursos médicos. Não foi para ele.
     Lacerda  passou mal durante a noite, e veio a falecer.


JK, Jango e Lacerda faleceram no espaço de menos de um ano. Em 1966, eles integraram a chamada "Frente Ampla", movimento de resistência à ditadura militar. Também por sua ativa participação no movimento oposicionista contra a ditadura, a morte dos três até hoje gera discussões quanto ao fato de terem ocorrido, ou não, sob as asas da Operação Condor.
 

 Calcula-se que, apenas nos anos 1970, o número de mortos e "desaparecidos" políticos tenha chegado a aproximadamente 290 no Uruguai, 360 no Brasil, 2 mil no Paraguai, 3.100 no Chile e impressionantes 30 mil na Argentina - a ditadura latino-americana que mais vítimas deixou em seu caminho. Estimativas menos conservadores dão conta de que a Operação Condor teria chegado ao saldo total de 50 mil mortos, 30 mil desaparecidos e 400 mil presos.